Cultura de Alta Performance – Parte 4: Métricas e Indicadores bem definidos

Por Augusto Gaspar
Para atingir elevados níveis de desempenho organizacional e humano, e assim apresentar o que chamamos de Cultura de Alta Performance, uma empresa precisa estar atenta a sete pontos fundamentais:

1) Liderança
2) Alinhamento aos Valores e à Cultura Organizacional
3) Objetivos bem definidos 
4) Métricas e Indicadores bem definidos
5) Execução
6) Planejamento e Capacitação da Força de Trabalho
7) Meritocracia

Neste artigo abordaremos o quarto deles, as Métricas e Indicadores bem definidos.

No artigo anterior (Objetivos bem definidos) nos referimos ao acompanhamento da execução das atividades que levarão ao alcance dos objetivos. No ambiente dinâmico de negócios de hoje, ainda mais importante do que verificarmos se um objetivo foi alcançado, é poder medir seu progresso e realizar projeções para o seu alcance freqüentemente, corrigindo eventuais desvios e tomando ações corretivas, mudanças de rota e ajustes de expectativas, visando minimizar os impactos nos resultados. O segredo deste acompanhamento é a uma boa definição de métricas e indicadores, ou seja, definirmos bem o que medir e como medir. Afinal, o que se mede, a forma como se mede e como se avalia o que foi medido impacta diretamente na construção de uma Cultura de Performance, uma vez que pelos resultados das medições é que são definidos os planos de ação, quer visem melhorias ou correções.

Escolher os indicadores é uma verdadeira arte, basta dizer que não se pode onerar um processo para medi-lo, isto é, os elementos de medição não devem tomar tempo útil daquilo que estão medindo. Além disso, os indicadores precisam refletir a essência do negócio, o que significa permitir avaliar resultados e desempenho por todas as perspectivas necessárias para subsidiar as tomadas de decisão. É claro que a metodologia adotada pela empresa para a gestão de suas metas e resultados implicará diretamente na forma como os dados das medições serão captados, organizados e disponibilizados para análise, para que tudo faça sentido. 

Um alerta: Indicadores e métricas ineficientes podem ser perigosos, porque nos levam a deduzir relações de causa e efeito errôneas, que podem implicar em planos de ação ineficazes ou até mesmo prejudiciais. Outro efeito nocivo da medição de performance ocorre quando ela é percebida pelos envolvidos como em excesso, ou quando não faz sentido para estes. Nestes casos, invariavelmente falta um melhor alinhamento das medidas com as metas, e em conseqüência, com os objetivos de negócios. Por isso é necessário um trabalho contínuo de avaliação e ajuste das métricas e indicadores utilizados. Mesmo que os processos não sofram mudanças, muitas vezes as condições de sua execução mudam, podendo afetar as métricas e indicadores associados a estes processos. 

Em algumas empresas, o volume de ações associadas ao acompanhamento dos processos pode exigir alocação de profissionais em tempo integral, mas para a grande maioria bastam especialistas nos processos dedicados em tempo parcial às questões de performance, desde que estejam alinhados pelos mesmos objetivos globais. Propomos, para este alinhamento e direção, a criação das funções de Analista, Consultor e Diretor de Performance (CPO – Chief Performance Officer), que poderão ser ocupadas em tempo parcial ou integral dependendo das necessidades de cada empresa. Com essa estrutura, busca-se dar corpo às diretrizes de performance estabelecidas, e cuidar para que as medidas sejam bem captadas e utilizadas.

É importante termos em mente que somente com uma boa definição de métricas e indicadores poderemos realizar o acompanhamento e identificar correções e aperfeiçoamentos nos processos de negócios, e assim, alcançar um estado de alta performance humana e organizacional.


(*) Augusto Gaspar é Diretor da unidade de Professional Services da MicroPower e coordenador da coluna “Desenvolvendo Talentos” desta revista. Comentários e contribuições podem ser enviados para augusto.gaspar@micropower.com.br Twitter: augustofgaspar
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MicroPower participa da palestra “A Transformação Digital e seus reflexos na Produtividade das Pessoas, na Competitividade dos Negócios, e na Sociedade”

MicroPower participa da palestra “A Transformação Digital e seus reflexos na Produtividade das Pessoas, na Competitividade dos Negócios, e na Sociedade”

Na terça-feira,05/06, a MicroPower, representada por Francisco Antonio Soeltl e Alexandre Campeão, participou da palestra “A Transformação Digital e seus reflexos na Produtividade das Pessoas, na Competitividade dos Negócios, e na Sociedade”.

Durante o encontro, Francisco Antonio Soeltl, Presidente da MicroPower e do Institute for Learning & Performance Brasil palestrou sobre o empoderamento das Pessoas e da arquitetura da Universidade Corporativa Ampliada para potencializar a Produtividade das Pessoas e o Resultados dos Negócios.

Francisco Soeltl mostrou que 80% dos executivos seniores disseram que os investimentos na transformação digital são fundamentais para o sucesso futuro; os investimentos nas iniciativas de transformação digital atingirão 2,2 trilhões de dólares até 2019, quase 60% maior que 2016 e 70% das 500 maiores empresas do mundo teriam equipes dedicadas para a transformação digital e inovação até o final de 2017, segundo dados do IDC 2017: FutureScape: Worldwide IT Industry Predictions.

Evento foi sucesso de público

Durante a palestra, Francisco falou sobre "DX Economy“ – Nova economia na qual as Organizações serão medidas pela habilidade de atingir e exceder permanentemente novos padrões de Performance (benchmarking). Essa nova economia é dividida em 4 vertentes:

Clientes: fidelidade do Cliente usando uma plataforma inteligente que permita experiências personalizadas;

Colaboradores: produtividade das Pessoas através do trabalho em equipes móveis e aos estilos flexíveis;

Processos: otimizar operações e acelerar a capacidade de resposta a partir da experiência do Cliente

Produtos: tecnologia de forma Inteligente para inovar nas Soluções (Produtos e Serviços).

Outro tópico abordado foi como construir a Transformação Digital para redefinir os negócios. Segundo Francisco com o uso da tecnologia melhora radicalmente a performance e é necessário ter 3 pilares: Transformar a Experiência do Cliente; Transformar os Processos Organizacionais e Transformar os Modelos de Negócios, além de 9 fundamentos:

Melhorar o conhecimento de seu Cliente
Aumentar Receitas
Potencializar as Interações com o Cliente
Digitalizar processos
Desenvolver e Empoderar os Talentos
Gerenciar a Performance
Negócios Modificados Digitalmente
Novos Negócios Digitais
Globalização Digital

Francisco também mostrou alguns cases de empresas no Brasil que já estão fazendo o uso de tecnologias para realizar a Transformação Digital do Negócio. É o caso da Serasa Experian com o “DataLab: Design – Tecnologia – Gestão”, o Next.me, um Banco 100% digital e o Instituto Mauá de Tecnologia, com um ambiente de Aprendizado Personalizado e Ampliado.

Sobre o tema “Desenvolvimento de Talentos (Empoderar)”, um dos fundamentos da Transformação Digital, Francisco explicou os conceitos e apresentou a UCA - Universidade Corporativa Ampliada, que visa promover a Alta Performance em um ambiente de Aprendizagem Personalizado e Ampliado.

Com o suporte de tecnologias, a Universidade Corporativa Ampliada (UCA) vai além das fronteiras da universidade corporativa tradicional. Através do MicroPower Performa, ela abrange processos de desempenho e princípios de gestão, através da gestão de metas e competências, permitindo às organizações otimizarem a forma como cuidam de seus talentos, com foco em sucessão, carreira e remuneração estratégica. Isso fornece uma solução única, integrada e sustentável para gestão de performance e desenvolvimento de talentos levando as organizações à alta performance em seus negócios.

Alexandre Campeão, Business Director da MicroPower, falou sobre a Transformação Digital e as tecnologias emergentes relacionadas a Capacitação e Gestão de Desempenho.

Campeão apresentou as tendências de Gamificação e sua importância no aumento do engajamento dos colaboradores. Abordou as principais plataformas de colaboração integradas (Microsoft Teams, Slack e Google Hangouts) e as soluções educacionais que utilizam recursos de realidade aumentada, realidade mista e simulação. Em Gestão de Performance, apresentou as tecnologias para definição e acompanhamento de objetivos e Gestão de Desempenho utilizando soluções de feedback instantâneo através do uso de APPs.

Ao final falou sobre o uso de Análise Preditiva com um case da Accenture e um projeto de realidade mista do California Institute of Technology, utilizando o HoloLens para guiar o deficiente visual em prédios com dificuldade de acesso.

O encontro também contou com o administrador e empresário Walter Lerner, Coordenador do Grupo de Excelência em Administração de Pessoas no CRA-SP; Ex- Professor de Graduação da EAESP - FGV e da FGV MBA Management.PhD em Administração de Empresas pela World University (EUA); Master em Administração de Empresas pela UEX da Espanha; Bacharel em Administração de Empresas pela EAESP FGV-SP.
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