PesquisaResultado da Pesquisa Nove Melhores Práticas na Avaliação de Desempenho
 RESULTADO DA PESQUISA
Nove Melhores Práticas na Avaliação de Desempenho

1) Sumário Executivo

Foi realizado um levantamento quantitativo no mês de junho de 2011, por meio do Portal Learning & Performance Brasil (www.learning-performancebrasil.com.br), aplicado a 121 profissionais.

A amostra analisada possui uma distribuição em relação à posição do ocupante nas respectivas organizações. Os cargos de Diretoria (25%) e Gerência (40%) compõem o quadro com 65% das avaliações. Completam a pesquisa 35% de Liderados.


2.) Metodologia

Foram apresentadas aos participantes as nove melhores práticas de Avaliação de Desempenho para identificar o quanto são utilizadas nas organizações.

  1. O Processo de Avaliação de Performance inclui Planos de Desenvolvimento para o período de trabalho seguinte?
  2. Os Líderes recebem treinamento para a condução de uma entrevista de Avaliação de Performance?
  3. Existem critérios definidos para medir a qualidade do processo de Avaliação de Performance?
  4. Há um processo para tratar as pessoas com Performance insatisfatória?
  5. A avaliação inclui outras informações além do julgamento dos Líderes, tais como evidências de Performance?
  6. O processo de Avaliação de Performance é consistente em toda a Organização?
  7. Os Colaboradores esperam feedback de sua Performance mais do que uma vez por ano?
  8. Feedback de 360° é utilizado para apoiar o processo de Avaliação de Performance?
  9. O processo de Avaliação de Performance inclui revisão contínua de objetivos e feedback dos gestores?

3) Amostra

Os participantes escolheram, de acordo com a posição que ocupam, uma das três perspectivas para responder a pesquisa.

- 65% responderam sob a perspectiva de liderança.


4) Resultados

Porcentagem  de Pesquisados por número de Práticas –Chave Implementadas:

Comparados aos da pesquisa realizada nos EUA (pelo I4CP e HR.com), os resultados no Brasil revelam que há um maior percentual de empresas que não utilizam nenhuma das práticas citadas no país.  26% das empresas pesquisadas no Brasil utilizam uma ou nenhuma das práticas. Por outro lado, temos maior ocorrência entre 7 e 8 práticas do que o que foi apontado na pesquisa norte-americana (23% no Brasil em comparação a 11% nos EUA).

Este resultado demonstra a existência de situações extremas no Brasil, onde boa parte das empresas adotou as práticas e as utiliza em grande quantidade, e ao mesmo tempo, existe um número similar de empresas que ainda não adotou nenhuma das práticas pesquisadas.

A pesquisa norte-americana, por sua vez, revela uma situação distribuída quase em uma curva normal, decorrente da maior maturidade na utilização das práticas pesquisadas.

O resultado brasileiro nos indica que há muitas oportunidades para o desenvolvimento dessas práticas e, ao mesmo tempo,reflete a existência de referências locais nas empresas que adotam as práticas em grande número (33% das empresas pesquisadas no Brasil adota 6 ou mais práticas), que poderão contribuir para a sua disseminação, ao divulgarem seus “cases” e lições aprendidas.



5) Disseminação das 9 Melhores Práticas

As práticas mais utilizadas no Brasil (índices superiores a 50%), incluem o treinamento dos líderes para dar e receber feedback, a existência de critérios definidos para avaliar a qualidade do processo e o próprio processo de feedback com freqüência inferior a um ano.

Adicionalmente, mais de 50% das empresas pesquisadas informou realizar os planos de desenvolvimento (PDIs ou equivalentes) para o próximo período no processo de Avaliação.

Embora 41% das organizações indique que utilizam outras informações além do julgamento dos gestores na avaliação, apenas 15% informaram utilizar o feedback 360°. Este resultado pode indicar uma evolução dos processos de avaliação rumo ao 360º, que, como sabemos, exige uma grande maturidade do processo para ser efetivo.

Outros pontos que necessitam atenção das empresas estão relacionados à revisão dos objetivos dos gestores periodicamente (34% das empresas pesquisadas realizam),  e ao tratamento dos casos de performance insatisfatória (36% informaram que realizam).

Podemos concluir que mais da metade das organizações pesquisadas está engajada em ter um processo de avaliação de performance efetivo, e para isso dão atenção à  preparação dos gestores para dar feedbacks, reduzem o espaço entre os feedbacks formais e, além disso, preocupam-se em gerar planos de desenvolvimento. Mas há muito espaço para melhorias, com a adoção de outras boas práticas que foram apontadas na pesquisa. A pesquisa realizada nos EUA constatou que quanto maior o número de práticas utilizadas, maior a Performance apresentada pela empresa.


 
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