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Como se faz RH?


Por Luiz Augusto Costa Leite

Nas capas de revistas, os principais executivos de RH e seus sorrisos triunfantes. Nas páginas internas, pouco sobre suas equipes. Sim, líderes expressam o trabalho de suas equipes, mas raramente esse recorte organizacional é examinado em suas entranhas. Nenhuma empresa se destaca em RH – aliás, em qualquer atividade – sem a convergência de saberes, sentimentos, valores, espírito de resultado atingível e sentido de missão.

Até pode haver diferença entre o que um profissional – líder ou liderado – pensa sobre sua missão individualmente e o que sua equipe define como factível coletivamente. A diversidade é sempre bem vinda, aindamais em RH.

Dentro da equipe, se a análise do papel de RH na organização for superficial e simplória, todos parecem estar “no mesmo barco”, tocando seus processos em ambiente relativamente tenso e desafiador, com melhoria contínua e certa modernização ferramental. Fazem o que parece ser esperado.No entanto, uma equipe, como sabido, é mais que uma coleção de indivíduos que se esmeram em suas tarefas.

Tirante a questão do processo de trabalho em equipe, que deve ser comum a todas as áreas da organização,qualquer análise sobre razão de ser e desempenho da equipe de RH precisa considerar, em primeiro lugar, que suas engrenagens devem ser movidas por profissionais. Parece óbvio, mas nem tanto quando se esmiúça o conceito de profissional.

De acordo com Freidson, uma ocupação, para ser considerada uma profissão, precisa de pelo menos três fundamentos: ter um conjunto de conhecimentos e aptidões baseados em teorias e conceitos abstratos, ser reconhecida pela sociedade e ter considerável liberdade de ação (autonomia).

Na organização, tais características devem ser reconhecidas pelos empregados, gerentes de linha e outros executivos não envolvidos com RH.

A divisão de trabalho é ocupacionalmente controlada (i.e., diferenciação horizontal e vertical) o que significa que há especialização dentro da profissão e níveis hierárquicos.

Deve ter uma ideologia que sirva a algum valor transcendental e dedique maior devoção em realizar um bom trabalho, como, por exemplo, preocupar-se com o bem estar dos empregados e com os resultados financeiros da organização.

Outros requisitos podem ser adicionados, mas o que interessa no momento é destacar singularidade de conhecimentos, autonomia e ideologia como células de um mesmo organismo.

Quantas equipes de RH já se deram ao direito de refletir sobre essas tridimensões? Não adianta se falar sobre excelência de equipe, absorção de práticas de última geração, ascensão a níveis estratégicos e todo esse novo vocabulário de gestão e liderança se a equipe deixa de se posicionar profissionalmente.

A organização está cada vez mais complexa. O atropelo da velocidade da mudança não deixa espaço para a simplificação de propostas e soluções. RH é ciência e arte, a exemplo da constatação do artista plástico Jackson Pollock: a técnica é apenas um meio de chegar a uma afirmação. Não pode se dar a indigência de ser um leva-e-traz de conveniências circunstanciais de terceiros ou um espectador crítico do teatro de operações. Também não pode achar que é melhor que os outros, uma espécie de flor no pântano.

Precisa saber pensar, ter o que dizer e conseguir fazer, acima das linhas delimitadoras do desenho organizacional. Para tanto, considerar-se como equipe diferenciada em conteúdos e se estabelecer profissionalmente.

Em que ponto de consistência está a sua equipe?

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Fonte: Luiz Augusto Costa Leite
Autor: 
 Data: 03/10/2014

 

 


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