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O Romantismo em torno do erro

Por Carlos Faccina


O exame mesmo superficial dos textos, workshops, seminários e artigos sobre Gestão tratam, insistentemente, do erro como instrumento de aprendizado e aperfeiçoamento do exercício gerencial.

É uma visão romantizada da realidade, principalmente dos dias atuais, onde a competitividade acirrada e até selvagem derruba os que acertam e cada vez mais punem os que erram.

Quando um autor cita o erro como forma de aprendizado, a frase é recorrente “é errando que se aprende”, toma uma força, que reconheço como um fator pedagógico importante, mas em que lugar é importante?

Nosso sistema educacional, com raras exceções, não adota a linha Montessoriana, onde erro e acerto fazem parte do processo educacional, ao contrário, na nossa cultura, errar é sinônimo de fracasso.

E nas Empresas? Raras são as que apresentam uma cultura de admissão do erro. Na maioria das corporações, o objetivo maior é o acerto, fato que, hoje em dia, é fundamental para se conseguirem resultados.

Devido à extrema concorrência, acertar num lançamento de produto, numa campanha de vendas, na adoção de um novo sistema de informações tecnológicas, é vital e, nem por sonho, admite-se errar.

Existem empresas nas quais o erro é aceito, e por vezes incentivado, visto a cultura interna e a soberania que possuem no mercado, entre essas, destacam-se alguns laboratórios e outras de tecnologia de ponta.

Mesmo elas em que o tempo e o erro, estão presentes, e são administráveis, começam a ser importunadas pelos concorrentes, ou pelo vencimento de suas patentes, o que as obrigam a acertar mais do que errar.

Não se trata de demonizar o erro, ele é, sem dúvida, um dos caminhos para o aprendizado, ocorre que o ambiente concorrencial admite cada vez menos sua presença.

Você, que está numa empresa, ao frequentar um curso, ler um texto que apregoa o erro como instrumento de aprendizado, observe com cuidado o que ocorre com seus colegas quando erram.

Eles são elogiados? Existe paciência para consertar o erro, ou a tendência é mais para punição do que para elogio?

Salvo isso, errar faz parte do cotidiano e portanto o ato de errar está presente em todos os aspectos da vida, mas….. existem erros e erros, portanto ter cuidado e analisar seu papel na vida pessoal e empresarial não deixa de ser vital.

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Fonte: Carlos Faccina
Autor: 
 Data: 21/03/2014

 

 


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