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Como sair do bug do RH?

Já se passou um bom tempo e muitos de nós esquecemos que, na virada do milênio, um caos tecnológico foi comparado ao anúncio de um dos tantos finais do mundo possíveis. O problema nasceu na década de 1960, quando a preocupação do pessoal que desenvolvia software era a memória. Para economizar espaço, os programadores reduziam as datas em dois dígitos, eliminando a informação do século. Com a mudança do milênio, a decisão despretensiosa virou uma bomba-relógio. O chamado bug do milênio assombrou o mundo corporativo com prejuízos potencias de US$ 1 trilhão.

Não sei quais foram os custos da mudança e da mobilização necessária (e não foram poucos), mas o mundo não acabou.

Utilizo a experiência para fazer uma analogia com o bug do RH que entendo vivemos agora, com escassez de mão de obra qualificada e a dificuldade de capacitação da liderança para gerenciar pessoas e obter resultados excepcionais. Este bug (ou defeito original) nasceu a partir de 1990, com a abertura do mercado e as mudanças avassaladoras na tecnologia de produção e de comunicação.

Na batalha empresarial por melhores resultados, a medida mais razoável naquele momento pareceu ser cortar pessoas sem critérios. Reprocessamos, revisamos, construímos e reconstruímos sem ter base. Respondemos intuitivamente, mas sem sustentação estratégica. Fomos inundados por teses, ferramentas, sistemas que prometiam tirar das pessoas a eficácia operacional assim como se faz quando mudamos a versão de um sistema ou atualizamos o parque fabril.

As ferramentas de gestão geridas lá no embrião desse bug estão disponíveis até hoje, como qualidade total, reengenharia (ou downsizing) e competências gerenciais pré-estabelecidas que são aplicadas como a redenção de todos os nossos pecados.

Invariavelmente essas ações se baseavam na expectativa de que podemos moldar e construir pessoas para responder adequadamente aos novos objetivos das empresas. Como dígitos, as pessoas foram descartadas para a eficiência do sistema como um todo.

A falta de uma visão de longo prazo para a questão da gestão de pessoas instalou ali um pequeno vírus que hoje revela-se como um importante gargalo. Constatamos que as pessoas continuavam se comportando da forma como sempre foram condicionados a fazer. Compreendemos, em pouco tempo, nossa incapacidade em lidar com o comportamento humano e não depositamos (nem o Governo) os investimentos necessários para alterar esse cenário.

Nas mãos dos gestores atuais está a bomba a ser desativada.

A constatação hoje é de que os recursos humanos são fundamentais para responder ao crescimento esperado, mas eles não estão disponíveis na qualidade e quantidade desejada. Mas também não estamos preparados a lidar com as pessoas para obter o desempenho mais elevado em equilíbrio com as características e demandas individuais.

Como seria bom se elas obedecessem aos comandos e produzissem ao apertar um botão qualquer de iniciar. Interessante ter na mão um planejamento de pessoal que preenchesse as lacunas disponíveis como peças justas de um quebra-cabeça.

A saída desse bug está na educação básica e superior.

O investimento na formação de uma nova geração dará resultados no longo prazo. A aproximação imediata entre universidade e empresas também é requisito urgente para destravar esse sistema. Até lá, é possível que a dor continue a fazer parte do dia a dia da gestão corporativa para infelicidade e improdutividade geral.

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Fonte: Época Negócios
Autor: 
 Data: 21/03/2013

 

 


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