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Estar ou não no organograma. E como fica depois?

Olho a uva madura como quem deseja ocupar aquela caixinha do organograma. Uso todos os meu dotes, conhecimentos e artifícios para pegá-la, mas como estão fora do meu alcance, cansando, desisto.

“Na verdade, olhando com mais atenção, percebo agora que as uvas estão verdes e estragadas, e não maduras como eu imaginei a princípio”,teria dito a raposa resignada.

O organograma da empresa lembra a fábula “A Raposa e a Uva”, atribuída a Esopo e popularizada por Jean de La Fontaine, que nos ajuda a refletir sobre o desprezo daquilo que não se pode obter.

Mas quando chegamos lá, depois de muita luta e dedicação, e alcançamos a tão deseja vaga no organograma da empresa? Como você se comporta agora que alcançou as uvas? Num cargo de comando ou como especialista, a primeira reação é de orgulho e reconhecimento, uma sensação boa por ter o nome aparecendo ali nos documentos públicos.

E depois?

A figura geométrica (algumas empresas usam retângulos, outras, círculos, não tem importância) que define sua posição na estrutura agrega simbolicamente uma série de responsabilidades, de atividades e comportamentos esperados daquele que a ocupa dentro da hierarquia da empresa. Antes de olhar essa figura como limitador, importante reconhecer três condições:
1.Sou menor que o retângulo;
2.Estou no tamanho certo do retângulo;
3.O retângulo me limita.

Para cada condição, verifique potenciais situações:
1.Conformado: vou tratar de garantir meu lugar sem que as minhas ineficiências sejam evidenciadas. Outra alternativa mais recomendada é buscar o complemento do desenvolvimento na função, estratégia natural nas empresas;
2.Satisfeito: estou preparado e pronto para exercer este cargo, mas para não correr o risco de estagnar…;
3.Desafiado: ciente de sua condição, supere, com habilidade, os limites impostos pela estrutura formal para alcançar novos desafios.

Como seria de se supor, um “conformado” pode entender que um “desafiado” representa risco, principalmente se o primeiro estiver acima do outro na hierarquia.

Ao buscar esse caminho, saiba que está escrevendo uma peça maior para o personagem que recebeu. Essa exposição é passo fundamental para perspectivas em novos quadrantes, com maiores responsabilidades, remuneração e orgulho próprio.

Estar no organograma não é o fim, mas o início de uma jornada. Aproveite, e recomece de olho no seu prazo de validade.

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Fonte: Carlos Faccina
Autor: 
 Data: 08/05/2012

 

 


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